sexta-feira, 9 de abril de 2010

A Síndrome dos vinte e tantos





















A Síndrome dos vinte e tantos


"Também chamada de 'crise do quarto de vida'.

Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos
é menor do que há alguns anos. Se dá conta de que é cada
vez mais difícil vê-los e organizar horários por
diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..

E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como
desculpa para conversar um pouco. As multidões já não
são 'tão divertidas'. E as vezes até lhe
incomodam. E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos,
de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.

Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram
verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois
de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são
egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava
serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que
conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os
amigos mais importantes para você.

Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e
mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa
que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal. Ou, talvez, a
noite você se lembre e se pergunte por que não pode
conhecer alguém o suficiente interessante para querer
conhecê-lo melhor. Parece que todos que você conhece já
estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas,
simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para
se comprometer pelo resto da vida.

Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer
baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa
a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a)
e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha
para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que
pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando
algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe
dá um pouco de medo.

Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o
que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais
fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando
um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem
certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do
que é aceitável e do que não é.

Às vezes, você se sente genial e
invencível, outras. Apenas com medo e confuso (a). De
repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá
conta de que o passado se distancia mais e que não há
outra opção a não ser continuar avançando.

Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro. E
com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a
carreira seria grandioso, você não queria estar competindo
nela. O que, talvez, você não se dê conta, é que todos
que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos
nós que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de
voltar aos 17-18 algumas vezes. Parece ser um lugar
instável, um caminho de passagem, uma bagunça na
cabeça. Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas
vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos
nossos medos. Dizem que esses tempos são o cimento do
nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16.
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO. QUE ELE NÃO PASSE!"

quinta-feira, 8 de abril de 2010

domingo, 4 de abril de 2010

Maturidade e beleza













"Por um breve momento, quando eles têm 43 anos cada um, as trajetórias dos personagens de Brad Pitt e Cate Blanchett se encaixam e eles se olham num espelho. O que veem - e o espectador compartilha - é este instante em que maturidade e beleza se completam e contemplam. Mas é só isso mesmo - um instante na eternidade. No restante do tempo, ou nos 166 minutos que compõem a narrativa do novo filme de David Fincher -, Pitt e Cate vivem vidas paralelas e até inversas. Ela começa o filme como uma velha, num hospital de New Orleans sitiado pelo vento. Daqui a pouco, anunciam as autoridades, vai começar o furacão Katrina, que destruiu a cidade em 2005. Cate está morrendo, acompanhada pela filha (Julia Ormond). Enquanto esperam pelo inevitável, ela dá à filha um diário e pede que o leia em voz alta. O diário relata, na primeira pessoa, ‘o curioso caso de Benjamin Button’ (...)

Um bebê velho que vai remoçando à medida que se desenrola o fio de sua vida. Velho, Benjamin conhece esta garota, Daisy. Vivem vidas invertidas e só por um breve momento, diante daquele espelho, eles atingem a perfeição do seu relacionamento.

“O Curioso Caso de Benjamin Button” talvez seja o mais estranho filme a surgir de Hollywood em anos. É tão delicado, frágil, tão perfeito - por mais risco que essa palavra envolva, como definição - que quase não tem competidor, e certamente não o tem na própria obra de Fincher, por mais importantes (e influentes) que sejam alguns, ou vários, de seus filmes. Benjamin Button, dependendo da sensibilidade do espectador, da ‘sua’ sensibilidade, leitor, poderá lhe produzir, quem sabe, uma epifania.

Se for ao dicionário, você verá que a palavra designa a manifestação do próprio Cristo aos gentios, na pessoa dos Reis Magos, quando chegaram para adorá-lo. Uma manifestação do divino, portanto. Metaforicamente, um êxtase que certas obras de arte logram produzir. Dizem os especialistas que Bach produzia sua música para que os homens pudessem se comunicar com Deus e Van Gogh, numa carta ao irmão Theo, diz que o objetivo final de sua pintura é levar um pouco de consolo aos homens. Pode parecer exagerado que Fincher tenha logrado algo parecido, e num filme produzido pelo cinemão, por Hollywood. Vai depender, claro, de sua abertura para o filme, ou da sua não resistência (...)

“Benjamin Button” fala de amor, de tempo e vento. Mas lá pelas tantas ocorre outra coisa curiosa, embora talvez não tanto quanto um bebê nascer velho e ir regredindo até... Até quando? Pois essa é uma das questões que podem atordoar o público. Como vai terminar essa história? O que vai ocorrer com Benjamin? Numa cena, algo vai acontecer com Daisy e aí é a narrativa que se inverte. Em seus filmes anteriores, Fincher já levou sua câmera a insólitas viagens pelo interior do corpo humano, ou da mente. Aqui, a viagem ‘interna’ é no próprio relato. Algo vai acontecer, mas o narrador se pergunta - se uma série de situações não tivessem se encadeado, se uma pessoa não tivesse se atrasado aqui, se outra não tivesse chamado um táxi ali e assim por diante, algo talvez não ocorresse e esse ‘algo’ talvez seja a essência de Benjamin. A fragilidade. Mais do que um conto sobre a diferença, é sobre a fragilidade humana (...)

Em “Benjamin Button”, (...) e o velho retrocede até virar um bebê, sua trajetória inversa significa que, num determinado momento, ele vai se esquecer de tudo e todos e fazer sua viagem para o ventre materno, ou para a morte, não importa. O filme existe para iluminar essa trajetória, para eternizar esse momento.

Talvez, dependendo do espectador, seja tão emocionante quanto recuar, no imaginário, a um grande Ingmar Bergman do começo dos anos 70. Em “Gritos e Sussurros”, o grande diretor mostrou duas irmãs e uma ama que acompanham a agonia de uma terceira irmã, que está morrendo. Todo mundo sofre, mas Bergman termina seu filme com as quatro mulheres de branco, num jardim, como se quisesse nos dizer que a vida vale a pena nem que seja por esse momento raro de harmonia."

terça-feira, 30 de março de 2010

Sons


Para quem gosta do Toquinho e de violão em geral, vou compartilhar aqui uma música que me agrada bastante, de seu professor Paulinho Nogueira.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Valor


Um executivo americano tirou férias e foi para uma pequena vila de pescadores no litoral do México, por ordens médicas. Sem conseguir voltar a dormir por causa de uma ligação urgente do escritório, na primeira manhã ele saiu para dar uma volta no píer, para esfriar a cabeça. Um pequeno barco com um único pescador atracava, e dentro do barco havia vários atuns robustos. O americano cumprimentou o mexicano pela qualidade dos peixes.

“Quanto tempo levou para pescá-los?”, perguntou o americano.

“Apenas um pouquinho”, o mexicano respondeu em inglês surpreendentemente bom.

“Por que você não ficou mais tempo para pescar ainda mais peixes?”, o americano tornou a perguntar.

“Eu tenho o bastante para sustentar minha família e dar um pouco para os meus amigos”, disse o mexicano enquanto tirava os peixes do barco e os colocava em uma cesta.

“Mas... o que você faz com o resto do seu tempo?

O mexicano olhou para ele e sorriu. “Eu acordo tarde, pesco um pouco, brinco com meus filhos, tiro uma sesta com minha esposa, Julia, e dou uma volta pela vila à noitinha, para beber vinho e tocar violão com meus amigos. Tenho uma vida completa e bastante cheia, señor.”

O americano deu uma gargalhada e se empertigou. “Senhor, eu tenho um MBA em Harvard e posso ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo pescando e, com os lucros maiores, comprar um barco maior. Em pouco tempo, você poderia comprar vários barcos com o aumento em seus rendimentos. Finalmente, poderá ter uma frota de barcos de pesca.”

Ele prosseguiu: “Em vez de vender sua pesca para um intermediário, poderia vender diretamente para os consumidores, finalmente abrindo sua própria fábrica de enlatados. Você controlaria a produção, o processamento e a distribuição. Teria que sair deste pequeno vilarejo de pescadores, é claro, e mudar-se para a Cidade do México, depois para Los Angeles e finalmente para Nova York, de onde poderia gerir seu império em expansão com a administração adequada.”

O pescador mexicano perguntou: “Mas, señor, quanto tempo isso vai levar?”.

Rapidamente, o americano respondeu: “Quinze a 20 anos, 25 no máximo.”

“Mas e aí, señor?

O americano riu e respondeu: “Essa é a melhor parte. Quando for a hora certa, você poderá vender ações de sua empresa na bolsa e se tornar muito rico. Você poderia ganhar milhões”.

Milhões, señor? Mas e aí?”

“Aí você poderia se aposentar, mudar-se para um pequeno vilarejo na praia, onde você poderá acordar tarde, pescar um pouco, brincar com seus filhos, tirar a sesta com sua esposa e passear na vila à noitinha para beber vinho e tocar violão com seus amigos...

domingo, 28 de março de 2010

Caminhos



"A criança começa ligando-se à mãe como o 'terreno de todo ser'. Sente-se desamparada e necessita do oniabrangente amor da mãe. Volta-se depois para o pai como o novo centro de suas afeições, sendo o pai um princípio orientador do pensamento e da ação; nesta etapa, tem como motivo a necessidade de adquirir o louvor do pai e evitar o seu descontentamento. Na etapa da plena maturidade, liberta-se da pessoa da mãe e da do pai como forças de proteção e de comando; estabelece os princípios materno e paterno dentro de si. Torna-se o pai e a mãe de si mesma: é pai e mãe.

Na história da raça humana vemos - e podemos prever - o mesmo desenvolvimento: do início do amor por Deus como a ligação desamparada a uma Deusa mãe, e pela ligação obediente a um Deus paternal, até o estado amadurecido em que Deus deixa de ser uma força exterior, em que o homem incorpora a si mesmo os princípios de amor e justiçca, em que se torna um com Deus, e em que pode chegar ao ponto de só falar de Deus em sentido poético e simbólico."

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sexta-feira


Para todos, um bom final de semana!